História do Seridó: Primeiros anos do Seridó

Primeiros anos do Seridó

Igreja de Sant’Ana no Final do Século XIX - Foto: Acervo de Joaquim Martiniano Neto

A cidade de Caicó é considerada a primeira mancha urbana do território que hoje corresponde a Região do Seridó. Já em 1700 se deu a fundação do Arraial de Queiquó, por Manuel de Souza Forte. No entanto as primeiras famílias a se instalarem plenamente se deram a partir de 1720, por portugueses vindos principalmente do norte de Portugal e Açores.

Em 7 de julho de 1735, o arraial foi elevado a condição de "Povoado de Caicó". No intuito de interiorizar o povoamento do nordeste, o Marquês de Pombal eleva à condição de Vila, batizando-a de Vila Nova do Príncipe, em homenagem ao então príncipe e futuro rei Dom João VI. Tornando-se assim sede da Freguesia da Gloriosa Senhora Sant’Ana do Seridó.
Desmembrada Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó, atual cidade de Pombal, no estado da Paraíba em 22 de junho de 1766, e sua execução se deu em 28 de abril 1788, com instalação em 31 de julho de 1788, com o nome de Vila Nova do Príncipe.
Em Acauã (hoje Acari) por volta de 1720, já existia o que se poderia chamar de povoado. A margem do rio ficava um pequeno lance de casas, com frente para o norte. No trecho mais horizontal, fincara-se a feira semanal. A feira revestia-se de pouco movimento, nela se trocava alguns produtos e vendia-se farinha de mandioca e outros gêneros.

Em 1727, Chegou às terras de Acauã, um dos mais ilustres patriarcas seridoenses de todos os tempos, Caetano Dantas Correia, filho de português, instalou uma fazenda de criar , em Picos de Cima, a 9 km do povoado. Caetano Dantas Correia foi coronel do Regimento da Cavalaria de Milícias até os 80 anos. Fundou a aglomeração urbana que hoje é a cidade de Carnaúba dos Dantas.
A pouca densidade populacional nos primeiros anos na região do Seridó, despertou o espírito de solidariedade e hospitalidade presente ate os dias de hoje.

Em 1737, Manuel Esteves ergueu a capela na localidade de Acauã, consagrada a Nossa Senhora da Guia, que se tornou matriz em 13 de março em 1835. O prédio da antiga capela só foi substituído em 1863, com a inauguração da definitiva Igreja matriz, em outro local da cidade.

Na região que hoje é a cidade de Currais Novos, no ano de 1777, houve uma grande seca (a famosa "seca dos três setes"). O Capitão- Mor Cipriano Lopes Galvão viu- se muito aflito com a inexistência de água para seu rebanho.

Celestino Alves, em “Retoques da História de Currais Novos”, nos cita: “O Capitão fez uma promessa, se Deus fosse servido para que chovesse e enchesse as cacimbas para escapar o gado, ele erigiria uma capela em homenagem à gloriosa Senhora Santa Ana na sua fazenda. Tal promessa foi feita em 26 de julho, dia em que a água acabou totalmente. Na mesma noite , choveu e os rios e cacimbas encheram, formando um novo poço próximo aos currais, ao qual chamou de Poço de Sant’ana.”

Em 1808, a dita promessa foi cumprida com a construção da capela, que teve sua autorização outorgada pelo Bispo de Olinda em 24 de fevereiro de 1808, tendo o lançamento da pedra fundamental ocorrido em 26 de julho do mesmo ano pelo padre Francisco Brito Guerra. A doação de meia légua de terras na ponta da Serra do Catunda está registrada em escritura lavrada em 5 de janeiro de 1808, a construção da capela em honra a Nossa Senhora Santana, começo da atual cidade de Currais Novos.

História do Seridó - OpenBrasil.org
Página anterior Próxima página