História do Seridó: Dia-a-dia dos Tapuias (Tarairius)

Dia-a-dia dos Tapuias (Tarairius)

Dança Tapuia - Imagem: Albert Eckhout / Óleo sobre tela

Os relatos em seu diário, Roeloff Baro, produziu a narrativa sobre o cotidiano dos (Tarairius) como a caça, coleta de mel e frutos, endocanibalismo (canibalismo entre os indivíduos da mesma tribo), as corridas de toras, a ingestão de bebidas preparadas com sementes, ritos dos feiticeiros, rituais de iniciação das crianças de 07 a 08 anos de idade, rituais de casamento Tapuia, as praticas mágicas para cura de doenças com uso de fumaça, o uso do arco e flecha, tacape, adoração da constelação da Ursa Maior e Menor através de festas, a agricultura do milho, fumo, legumes, mandioca, a técnica de assar com brasas enterradas, uso de cabelos grandes entre homens e mulheres.

Roeloff Baro, como afirmado acima, desempenhou também o papel de tradutor do mundo ocidental-neerlandês para os nativos que caçavam, pescavam e colhiam mel silvestre nos campos e montanhas do sertão da Capitania do Rio Grande.

A publicação do relato de Baro se deu na França em 1651 e em Amsterdã um ano após, como anexo do livro História das últimas lutas no Brasil entre holandeses e portugueses, de Pierre Moureau. A primeira tradução para o português foi feita pelo Major Mário Barreto, encartando o Boletim do Estado Maior do Exército em seu volume XXII (1923).

Benjamim Teensma, em uma releitura das crônicas deixadas por Roeloff Baro, afirmou que o nome Tarairius deriva de um peixe chamado de (Traíra), cujos cardumes existiam em grande quantidade nas lagoas e rios da região.

História do Seridó - OpenBrasil.org
Página anterior Próxima página